5 de junho de 2010

"Existe vida depois do casamento e da chegada dos filhos?"

16 Comments

A pergunta tão provocativa (e reflexiva) não é minha, mas poderia ser. Se a pergunta fosse elaborada pelo meu marido seria um pouco diferente: existe vida conjugal após o nascimento dos filhos?

Creio que todo pai e mãe de primeira-viagem vai pensar um milésimo de segundo que seja para responder à pergunta-provocação, lançada pelo jornalista Marcelo Tas no painel "O casamento após os filhos" realizado durante o Seminário Famílias Contemporâneas* da Revista Crescer.

Enquanto esperávamos a chegada da Beatriz, minha filha de dois anos, não imaginávamos quanto nossa vida iria mudar com seu nascimento. Mudou muito.

Quando olhei para o rostinho dela, assim que saiu da minha barriga, foi como se tivesse sido levada para uma outra dimensão, em êxtase com tanto amor. Mergulhei profundamente em meu papel de mãe e durante meses e meses suprimi o de mulher, não porque eu queria, mas por estava tão envolvida com a maternidade que todo o resto (incluíndo o marido) ficava em segundo, ou terceiro plano. Eu só queria saber da Bia, da rotina da Bia, da alimentação da Bia, da diversão da Bia, enfim...só da Bia. E nos momentos "raros" em que meu marido e eu poderíamos namorar eu sempre inventava uma desculpa, optava por dormir a namorar.

Só que o tempo (nada melhor do que o tempo) mostrou que a mulher continuava viva e que o fato de ser mãe não me isentava do meu papel de mulher. Percebi que meu marido se sentia meio excluído, mas por me amar, teve capacidade (e força) para me compreender.

Hoje, dois anos depois do parto, nossa vida conjugal começa a voltar para os eixos. Namoramos, nos beijamos e curtimos juntos nossa relação amorosa.

Aprendi que há sim vida conjugal após os filhos, só basta um pouco de organização e boa vontade. Se a vida muda após a chegada dos rebentos? Muda, com certeza. E muda pra melhor!

Tirar um tempo para namorar não me torna menos mãe, ao contrário, me faz uma mãe muito melhor, me faz uma Mãe Feliz.


*2º Seminário Crescer: Famílias Contemporâneas, leia aqui.

16 comentários:

Mary 6 de junho de 2010 00:10

é realmente verdade...meu filhote tem hoje 6 anos e a vida da gente muda sim,mas nada do que um pouquinho de boa vontade de ambos os lados prá tudo voltar aos eixos...namoramos ainda mas em horários alternativos,pois além do filhote,o marido tem um trabalho meio complicado;já passamos por muita coisa,mas no final,graças aos Deuses,o nosso amor venceu!

Nanci 6 de junho de 2010 11:14

e quando é o contrário? meu marido é tão da miinha filha que eu me sinto até hoje excluída. tá certo que o tempo melhorou muito tudo e nossa vida amorosa sempre foi boa. o que me falta é atenção, mas talvez eu seja super carente, nao sei. sei que adoro ve-los juntos mas ele nao consegue dar atenção às duas. tenho pena dele pq eu encho o saco mas eu era muito bem tratada e tinha muita atenção e agora tenho uma gura de 5 anos. nunca mais foi a mesma coisa, mas sinto que a cada dia as coisas vão se arrumando. bjs

Nanci 6 de junho de 2010 11:20

ainda estranho ter uma tercceira pessoa no sofá!!!bjs

Mamãe Fê 6 de junho de 2010 16:27

É difícil sermos tantas em uma só né! Mas Deus criou a mulher assim -perfeita- para ela dar conta de tudo mesmo, se não, teríamos nascido homens! hehehe...
Brincadeiras a parte, a vida se torna mesmo mais complicada depois do nascimento dos nossos filhotes mas o tempo é nosso aliado e se os maridões tb forem saberão que para tudo tem hora!
Bjus!

Chris Ferreira 8 de junho de 2010 12:09

Adorei o post. Como a mamãe Fê disse é difícil sermos tantas em uma só. Então, penso que devo priorizar. Sempre me pergunto em qual papel não posso ser substituída e em qual papel não quero ser substituída. E as respostas sempre são como mãe e como mulher. Aì o papel de dona de casa fica para as minhas ajudantes e no trabalho delego tudo o que posso.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Carolina Pombo 8 de junho de 2010 19:42

Post interessante e assunto importante!!! Acabei de fechar uma enquete no blog sobre sexo pós-gravidez, e a maioria respondeu que o se torna menos frequente porém de melhor qualidade. É isso que tenho vivido por enquanto.

Sobre a questão dos papéis, é difícil a gente sair um pouquinho de tanta identificação com o bebê para "voltar" ao normal... Mas, a gente encontra uma nova identidade que concilie as coisas. O filme Mother - a busca pela verdade (sobre o qual comento lá no blog, é uma boa fonte de reflexão sobre isso).

Beijos!

Ser mãe é viver constantemente feliz! 16 de junho de 2010 20:41

Oi querida, concordo com vc, que mesmo quando a gente tem filhos não devemos deixar de viver nossa vida social, pessoal, profissonal, enfim, o meu filho é a minha vida, mas sei que ele vai crescer e ter a prórpia vida, por isso não posso ficar parada. Com 2 aninhos o Rafa já me dá a liberdade de sair só com o marido ou só com as amigas....enfim é isso, ah! vou te seguir, adoro ler o que vc escreve....bjs

viajandocompimpolhos 18 de junho de 2010 17:50

Oi,
Acabei de descobrir o blog de vcs.
Sim, p/ mim tb, senti que a vida "retomou o seu rumo" após os 2 anos...Não que fosse ruim, mas simplesmente é uma gde e bom vendaval em nossas vidas e entendi porquê, se o casal não é sólido, tantos se separam qdo o neném é bem neném!
Mas há vida de casal apos bebê, sim! Tudo com muita paciência e amor, como no resto do casamento, aliás!

Não sei bem onde encaixar o nosso blog http://viajandocompimpolhos.wordpress.com/

Nós queremos mostrar que "há viagens também após os filhos"! E tudo em família!
Bjs, Sut-Mie

Pati 20 de junho de 2010 10:32

eh verdade... tudo muda... nossa disposicao muda... mas temos que ter bom senso... senao o casamento acaba...
bjos

Lua Ugalde 28 de junho de 2010 11:51

Já leio o Blog há algum tempo e sempre gosto dos assuntos abordados...
Antes de ser mãe li em algum livro que o maior número de divórcio ocorre no primeiro ano de vida do primeiro filho do casal. Na hora não entendia o motivo para isso, afinal o filho é o resultado do amor entre duas pessoas.Mas depois de ver muitos relatos consegui perceber que a nossa tendencia de nos voltar exclusivamente para o filhote é que faz mtas coisas, não só o casamento, ir por água abaixo.
Não há coisa mais encantadora que os nossos filhos, mas se não continuarmos a perseguir nossas outros desejos e realizações seremos incompletas e podemos cometer uma grande injustiça de, no futuro, depositar a culpa nos filhos por ter parado no tempo e lhes cobrar uma dívida indevida.

Até para amar é preciso limites!!

Bjoss!


Acho que meu Blog se encaixa melhor em cotidiano, pois não tem um tema específico

www.devaneiosmaternos.blogspot.com

Carol Garcia 1 de julho de 2010 09:48

Acabei de encontrar vcs e achei os posts muito bacanas...
Bom, a vida muda muito, vira de ponta cabeça.
A gente precisa ter muita força de vontade pra que a parte mulher/esposa retome seu lugar e a vida conjugal volte aos eixos.
Maridex que o diga. Teve e tem muita paciência e amor pra me aguentar cansada, com sono e dor nas costas.

Gostaria de participar
acho que meu blog se encaixa em cotidiano ou filhas e filhos
http://viajandonadonamaternidade.blogspot.com

bjocas
carol

li_criss 1 de julho de 2010 10:59

Olá, adorei o site. Gostaria muito que meu site participasse dele, na parte do cotidiano..
Tenho um site sobre o dia a dia das mulheres casadas: www.cantinhodascasadas.com
Aguardo Retorno.
Fiz o pedido tbém por e-mail.
Bjs

William & Selma Albuquerque 16 de julho de 2010 22:36

oi amigaaaaa,venho acompanhando esse blog,e adorei me identifiquei com eele e posto em meu blog todos que tenho visitado e venho seguinjdo e me identificado bjkasss..passa la e deixa um comentsss pra mim bjinss selma

Fe Piovezani 23 de julho de 2010 08:51

Acabei de pescar seu blog e gostei muito deste post, porque é exatamente o que acontece se deixarmos só nos influenciar pelo amor louco descabido que temos por nossos filhos, né ? Mas vi minha família qd. vc disse que papai se sentia excluído....eu ainda preciso mudar.
Beijão
Fe
nandapiovezani.blogspot.com

Tatiana Bonotto Cake Designer 24 de julho de 2010 07:24

Priscila...estou vivendo isso...rs

Antes de trabalhar em casa com meus doces, trabalhava fora e com uma MEGA responsabilidade, então coloquei meu bb desdo 4º mes de vida dele na escola...isso me acabou.... e qd pude mudar isso...foi bem na mudaça "profissional"..que levou a ser + "mamae"...e isso abalou minha vida conjugal...estou de "ferias" e estou tentando organizar isso tudo + não é facil não!!!

como você disse precisa se organizar, pq estamos "VIVAS" e faz um bem danado sentir amada e amar...

Cibele 2 de agosto de 2010 18:05

estou nesta situação, minha filha Isabeli está com 5 meses e eu e meu "namorado" estamos meio distantes ainda , complicado, me identifiquei muito neste post
A proposito, vou te seguir. Me segue tb?
beijos e parabéns pelo seu blog, achei ótimo

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