20 de janeiro de 2011

Kytanna, a mais recente mammy do Mammys Blogs

6 Comments

Temos a satisfação de re inaugurar a sessão de entrevista do Mammys Blogs com uma convidada muito especial, a também fundadora do Mammys Kytanna, que em novembro passado deu a luz ao Arthur.

1 – Qual foi sua reação ao saber que estava grávida? A quem contou primeiro?

Na verdade fiquei meio sem chão, rs. Tentávamos engravidar há mais de 2 anos, mas sempre parecia algo meio “impossível”, ainda mais pq já havia perdido uma gravidez; quando vi o resultado positivo do teste de urina contei pro marido, que correu na farmácia e comprou mais 2 testes, todos de marcas diferentes, só pra confirmar. Combinamos de só contar para minha mãe, depois do exame de sangue e pra família e amigos após 15 dias da confirmação.

2 – Como foi sua gravidez (pré-natal)?

Um susto inicial ao descobrir que meu plano de saúde por ser antigo, não cobria parto; pensar em pagar um ou ir pro SUS me deixou agoniada por meses. Depois que decidi pagar por um e achar a maternidade mais econômica, fui trabalhando normalmente na escola, não enjoei muito e sofri mesmo foi com a azia, que não me largava por nada no mundo, até água me fazia mal. No 7º pro 8º mês, minha pressão começou a subir, mas não sentia absolutamente nada, tomei remédio pra pressão e controlava a alimentação, mas virei uma bola, fiquei muito inchada. Quando virei 9 meses fui na médica pra exame de rotina e ela levou um susto comigo (pelo meu tamanho), mediu a pressão e estava 15:8, no mesmo momento me mandou pegar as coisas e ir pra maternidade, na hora do parto estava com 16:8.

3 – Você idealizava o parto? Cesárea, normal, em casa com doula, método Leboyer?

Queria muito parto normal, lia a respeito, conversava com a Luciana Onofre que estava fazendo um curso de doula, com amigas que passaram pelo parto normal, participava de comunidades e fóruns, mas infelizmente, não pude fazê-lo; com a pressão 16:8 tive que fazer parto cezárea às pressas. Todo planejamento foi por água abaixo.

4- Como foi a escolha da decoração e enxoval do bebê?

Queria fugir do cliché quarto azul pq é menino, escolhemos a cor verde, para ele ficar bem calminho. Queria que os móveis fossem na cor natural da madeira, mas descobri que, ou não fazem ou é muito mais caro, então acabei comprando móveis brancos por falta de opção. A decoração foi inspirada em bichinhos, corri do tema carrinhos pela coisa do machismo. Já o enxoval, ele veio quase todo de outras pessoas, como tive que pagar o parto, a situação financeira estava muito apertada, as pessoas próximas sabendo disso, ajudaram doando roupinhas, uns vieram direto dos filhos das amigas, outros vieram de arrecadação das amigas que buscaram em outros lares. Depois do nascimento, ganhamos muitas fraldas e roupinhas tb.

5- Como foi o parto em si? Recomenda o mesmo, por que?

Do preparo do parto, só reclamei quando colocaram a sonda pq doeu, nem a famosa picadinha na coluna eu senti; foi tranquilo, conversava sobre culinária com minha Ginecologista no momento em que Arthur veio ao mundo, levei até um susto quando ela me mostrou o menino. É estranho, pq parece que vc está deitada, fazendo algo absolutamente simples, quando na verdade está colocando alguém no mundo, achei a cezária uma coisa muito fria e sem sentimentos, algo do mundo moderno e apressado. Como tive o Arthur com 37 semanas, nem pude sentir a “hora do parto chegando”, fiquei frustrada por isso, pois não senti o momento “mãe” de fato; mas percebi que se não tivesse feito a cezárea, eu e ele corríamos risco. Por conta pra pressão, a médica me disse que estava quase sem água na bolsa. Viva a evolução médica. Agradeci muito aos deuses por tudo correr bem.

6 – Você é adepta ao aleitamento materno?

Outra frustação, como tive adenoma na hipósife, fiquei por 20 anos tomando medicação forte, a mesma que inibia a produção de leite; mesmo curada, os médicos já haviam me alertado sobre a possibilidade de não conseguir amamentar. Dito e feito, por mais que tentasse, comprei inclusive tirador de leite pra incentivar a produção, a mesma foi muito baixa, Arthur morria de fome e tive que partir pra mamadeira, com o tempo o pouco leite secou. Quem se frustou mais foi minha mãe, como ela tb não conseguiu me amamentar, tinha esperança que eu o fizesse.

7 – Como foi a primeira vez, qual sua sensação, o que sentiu em relação ao seu bebê?

A sensação que tive, mesmo dando a mamadeira, desde o primeiro dia na maternidade, é de um cuidado todo especial; mesmo cuidando de crianças na Educação Infantil, cuidar dos filhos dos outros é muito diferente, sendo o nosso, o tal instinto maternal aflora de tal maneira que nem eu achava ser capaz de sentir isso. Vê-lo comer, mesmo sendo algo não produzido por mim, é indescritível, é a necessidade básica de sobrevivência se mostrando firme e forte.

8 – Como está sendo a adaptação a nova vida? E quais mudanças de hábitos ocorreram na casa, na família, com os amigos?

Tudo é um pouco diferente, agora a vida não é só a minha, é a dele tb. Eu durmo menos, 8 hs seguidas de sono é um luxo que não me pertence mais, rs. O maridão é um ótimo pai, dá banho, troca fralda, dá mamadeira e o Arthur é dele durante o turno matutino, pelo menos enquanto ele está de férias; me deixando descansar pra encarar com muito gás o turno noturno e da madrugada. Assim canso menos e ele participa mais da vida do filho. Com os amigos acabaram as noitadas de conversa e vinho que iam até a madrugada, pelo menos nesse início não tem como, as visitas e os amigos passaram a vir pela manhã e tarde, até pq o Arthur é a atração principal, rs. O dia-a-dia da casa ainda é o mesmo, não mudamos hábitos em relação ao silêncio, as cadelas continuam latindo, as árvores batem nas janelas e Arthur não se incomoda com isso, o teste foi no dia que todos os primos (7 crianças) vieram visitá-lo, com toda a algazarra, ele continuava dormindo tranquilamente na sala.

9 – Qual o(s) momento(s) mais gostoso ao lado do Arthur?

Comigo, depois da mamada, pq ele fica todo carinhoso; se for de dia, fica esperto e bricalhão, sorri e gosta de interagir conosco e com as cadelas; se for à noite, gosta de dengo pra dormir logo. Já com o pai é o momento do banho, onde fica calmo, tranquilo, gostando do colo dele.

10 – Qual a parte “chatinha”?

De madrugada quando acorda com fome, nooosssaaa é um berreiro, fica nervoso, se demorar muito é um escandalo. Sofri tb com uns períodos de prissão de ventre, mas trocamos o Nan e tudo está se normalizando, dói vê-lo sofrer e não poder fazer muita coisa.

11 – Você se pega fazendo planos para o Arthur?

Sim, planos educacionais (já penso na escolinha), planos de passeios pra quando for maior, brincadeiras e afins.

12 – Em uma palavra ou frase, defina o que é o Arthur para você?

A realização de um projeto antigo: Completar a família!

6 comentários:

Kytanna 20 de janeiro de 2011 15:14

Meu relato não é de um parto idealizado, minha gravidez acabou no final sendo de risco, não dei leite materno, mas nem por isso sou menos mãe! \o/

Drika 20 de janeiro de 2011 15:24

Lindo. A história dela é tãooo parecida com a minha. Com o detalhe que minha PA ja deu indicios de que está alta com 20 e poucas semanas. Já perdi uma outra gravidez, mas sao águas passadas. E meu filho, veja só, tb é um Arthur, que chegará em Abril deste ano =)

Drika

Babi Guerreiro 20 de janeiro de 2011 15:26

Amei... é muito gostoso falar de nossos pequenos ;) beijus Ky

Luciana Onofre 20 de janeiro de 2011 18:45

E eu sou muito feliz, imensamente feliz em sabê-lo vivo, no mundo, com os pais, que são dois seres mais do que maravilhosos!

Arthur foi uma espera, uma espera de mais de 1!

Amor imenso pelo meu pequeno príncipe!

Rosana Oshiro 20 de janeiro de 2011 20:48

Parabens Kytanna!
Cada mulher tem sua história e suas lutas que com certeza a fazem ser o que é.
Me desculpe, mas só tenho que discordar do comentário sobre "ser menos mãe". Isso não existe!
Ser mãe é um dom e pronto, independe dos caminhos.

Um grande beijo e felicidades

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