Sempre lemos que as crianças desde sua idade mais tenra devem ser incentivadas, estimuladas. Quando o bebê entra na fase da lalação aproveitamos e ficamos as incentivando com os “papás”e “ mamãs” numca vontade de que eles logo aprendam a nos chamar. Com o tempo vem o piscar, mandar beijinho,essas coisas. Lindo!
Dias desses fui a casa de uma prima que tem um bebê de 2 anos. Ela não estava,somenta avó paterna e a nova babá (que por sinal é esposa de um primo nosso...que nem conheço). E logo começaram a “exibir” o resultado do adestramento do bebê. “Ricardo mostra a pinta para a prima...”.Aqui no Ceará apelidaram o pinto de pinta(ou pomba, ou rola). “...Se não mostrar a prima vai embora”. Logo me indiguinei e falei para não fazerem isso, e me virando para o bebê falei que eu não ía embora. E as duas continuaram insistindo, quando o menino enfim mostrou a babá o repreendeu o chamando de “menino safado”. Putz!!!!!!!!! Como aquilo me indignou mais ainda. E as chantagens continuaram na intenção de continuarem a mostrar o bebê-adestrado: “namora a prima”, “manda beijo” e por aí vai... Minha prima não chegou logo como deveria, do trabalho tinha ido direto ao banco. Não aguentei ficar alí. Eu falava para não chantagearem ele, mas era o mesmo que estar um passarinho piando ao longe. Ainda não encontrei os pais para poder conversar com eles. E ainda assim fico triste porque não estarei levando nenhuma solução. O que a mãe vai fazer se é a sogra quem olha o menino, sempre tem uma babá, porque a idade da sogra não permite toda a dedicação que um bebê exige. E depois ela já criou os mais de 12 dela!! A sogra é uma pessoa dificílima de conviver, é do tipo de pessoa que só ela tem a razão e sabedoria da vida. Porque ela criou os filhos delas assim ou assado e deu certo e blá,blá,blá...
A babá é uma coadjuvante na história, que só segue o que vê na casa além do que deve ter recebido em sua própria casa. Uma vez essa minha prima se indispôs com a sogra que tinha a mania de dizer ao bebê que iria jogá-lo no caminhão do lixo. Coisas do povo do interior do Ceará...
Os pais são pedagogos, que exercitam toda teoria e prática da psicopedagogia no ambiente de trabalho deles e por ironia, dentro da casa psicopedagogia é a única coisa que não está acontecendo ao bebê convivendo com a avó e a babá-coadjuvante.
Minha tia que nasceu no interiorzão do Ceará e só foi aos 30 anos para São Paulo e teve a oportunidade de trabalhar em casa de estrangeiros, um dia refletiu e compartilhou comigo:
O nordestino tem um carinho bruto. Chama o filho para catar piolho e isso é um cuidado, retirar os piolhos,mas o chama assim:
Vem aqui menino véio* piolhento!!”
Já o estrangeiro e rico chama o filho assim:
"Vem cá meu príncipe!!”
O que posso fazer? Duas coisas: ficar feliz porque meus filhos não tiveram esse tipo de criação e tentar salvar outras crianças via mamysblog desse mesmo destino que meu priminho. Quem sabe eu dê o link do blog para os pais...
8 de janeiro de 2011
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6 comentários:
Nossa senhora, que horrível! Que medo de deixar meu filho com outras pessoas! Como fazer pra escolher bem uma creche, uma babá, um cuidador?
Clarinha, quando vemos nos filmes estrangeiros os pais fazendo uma vasta seleçao com recomendação e etc dos empregados da casa, não estão errados. Todo cuidado é pouco quando se trata dos nossos tesouros!!!
Eu entendo sua indignação e só de ler já me deu calafrios. Mas não podemos generallizar, nem totdos os nordestinos tem um carinho bruto. Minha família toda é nordestina e os filhos forma criados com muito carinho, alguns até se acham por carinho demais. Enfim, acho que é um conjunto, educação, cultura, nivel socio economico. Estou no sul e minha sogra insiste em alizar o black da minha filha que tem 5 anos. Aqui se cham os filhos de negro velho, minha véia, maloqueiro e por aí vai. Tenho pavor de apeldos agressivos e ameaças, e apesar de achar que é cultural temos sim o dever de mudar isso nas novas geraçoes.
Sou solidária a sua indignação. Eu também me sentiria assim!
Adorei os assuntos levantados por você e a forma como você aborda assuntos sérios de uma forma descontraída, mas com conteúdo.
Muito bom!
Estou na blogosfera há pouco tempo e quero seguir blogueiras que podem me ensinar muito.
Nesse contexto, saiba que estou te seguindo, ok?!
Até incluí um link para cá no meu blog, que também está sendo escrito com carinho para outras mães, mas mais direcionado para as de Brasília.
Abraços e até a próxima visita.
Oi Livia, é bom vir aqui e ler os seus textos. Obrigada!!
Bjkas,
Lila
O espaço para seguir o seu blog não está visível. Quando estiver ok me avise, tá certo?
Abraços,
Lila
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